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Deus é Feminino

Da série Readymade – Título Tinta Branca

Por causa de uma série de coisas pelas quais estou passando, ( escreverei sobre elas mais tarde, quando tiver atravessado a correnteza e tenha um tempo de suspiro e elevação para construir com palavras a vivência ), descobri suavemente e dolorosamente que Deus é feminino.

Ele ou melhor, Ela não pode se mostrar em toda a sua natureza, justamente pela necessidade de ser indecifrável a olhos mundanos.

Os olhos que a enxergam precisam travar uma batalha árdua em território carnal para se reencontrarem com Deus em sua poção divina. E essa poção é feminina no sentido mais amplo, da criação, da capacidade de adaptação, da descomunal força, do paradoxo que encerra em si, até mesmo da batalha a ser travada.

E talvez essa descoberta seja o despertar para o sentido de vida e morte, de construção e desconstrução, de finitude e renascimento no qual travamos nossas braçadas. No fundo, no fundo, gostaria de falar sobre isso através da arte.

 

 

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A Terra e o Tempo, quem somos nós nesse Natal?

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.”


Foi mesmo! Nunca vivi um ano tão intenso, tão difícil e maravilhoso ao mesmo tempo. Coisas inacreditavelmente lindas aconteceram e me deparei com situações em que a vida me disse sem rodeios: ou você muda, ou você muda. Realmente quero que o ano acabe mas não sem agradecer por estar viva e por amar meus filhos. 

Os filhos nos apresentam um espelho do que somos, daquilo que fomos. Muitas vezes é doloroso e a vontade que temos é de negar a realidade, fingir que nada está acontecendo e jogar para debaixo do tapete mas quem já viveu o suficiente e adquiriu um pouco de maturidade sabe que a realidade se impõe. Fingir que ela não existe não é uma opção. Você pode até fazer de conta que é, mas cedo ou tarde a verdade vem a tona. 

Então, qual seria a saída? Constatando que o ganho só se conquista com a dor, o jeito é encarar de frente as dificuldades e enfrentá-las. Assim, e somente assim elas somem, desaparecem, e este é o verdadeiro milagre humano, a capacidade que nós temos de mudar, de se adaptar, de se reinventar para a própria sobrevivência.

Esta é a minha mensagem de esperança para esse Natal e novo ano que se aproxima. Diante de todas as adversidades, que foram muitas, até mesmo gigantescas, no Brasil e no mundo, em 2017, a única saída é manter a esperança de forma consciente e se reinventar. Assim poderemos construir um mundo melhor. Fazer isto no micro cosmos da minha casa, com os meus filhos e no macro cosmos da minha cidade, do meu país, do nosso Planeta.
A Lei do Retorno deveria ser ensinada às crianças desde pequeninos, para que pudessem crescer sabendo que se eu jogo um lixo no chão e não me preocupo em onde ele vai parar, estou fazendo mal a mim mesmo, porque a chuva cairá, levará o meu lixo para o mar, que matará a tartaruga que não comerá as algas, e provocará um desequilíbrio ecológico. Nesse sentido podemos pensar de várias âmbitos, no ecológico, psicólogo, afetivo, físico e até mesmo estelar. 

Portanto, desejo a todos nesse Natal consciência, principalmente consciência.  Que as ferramentas possam ser usadas para nos trazer consciência e não nos alienar. 


Que em 2018 possamos continuar o esforço de compreender melhor os impulsos da natureza, dentro e fora de nós. Que possamos respeitar o sol e a sombra. Quando estivermos na noite, na escuridão, que possamos acreditar no sol, ele existe mesmo que não estejamos vendo-o. 
Que durante a calmaria possamos entender a tempestade e que durante a tempestade sejamos capazes de acreditar na calmaria. 

Somos parte da Terra e a Terra é aquilo que nos faz existir. 

Que possamos respeita-la. 


Desejo um feliz Natal para todos no espírito de respeito, amor e compaixão. 

www.costao.com.br

Dar é muito melhor do que receber.


Aos poucos vou arrumando minhas coisas no apartamento novo. As últimas caixas vão sendo esvaziadas. Passei três meses com metade das minhas coisas encaixotadas em um depósito, por causa da obra e me prometi que quando abrisse as caixas, as receberia como se fossem novas. E assim eu fiz. 

Sempre ouvi meu marido falar que as coisas que possuímos têm um fio transparente que as ligam à nós, e que quanto mais coisas você tem mais atado a fios você está, como uma prisão. Não chego a ser uma adepta do minimalismo, mas sou fã e procuro me livrar dos excessos, em todos os sentidos, no consumo, alimentação e ostentação. Tenho consciência que a liberdade está relacionada com a quantidade de coisa que uma pessoa possui. 

Na prática é um pouco mais difícil de realizar. A vida moderna, a sensação de preenchimento que o consumo dá, os presentes que ganho. Me esforço para cumprir, até porque é uma questão de ecologia e sustentabilidade. Por isso prometi a mim mesma que de tempos em tempos doaria tudo que não uso, estabelecendo um prazo. Mais de um ano sem uso? Já para a doação. E doo. Doo sem perdão. As pessoas lá em casa até brincam comigo, onde está aquela camiseta? A Carol doou ( risos ).

E assim vou tentando cumprir de forma imperfeita minha missão como cidadã. Como fazem os japoneses, vou varrendo a minha parte da calçada.

Mas hoje vivi o sublime ao encontrar nas minhas arrumações um colar que me foi dado há algum tempo atrás e que foi muito útil, não posso revelar por que ( risos ). Não o uso mais e resolvi dá-lo. Pensei em uma amiga e o milagre aconteceu. A reação dela ao receber foi tremendamente linda e emocionou a nós duas. Fiquei tão feliz com a felicidade dela que quem ganhou o presente fui eu.
Sei que este colar será muito mais útil estando com ela do que no escuro da minha gaveta, com mais um fio transparente ligado a mim. 

Tenho passado por momentos difíceis, são os quarenta e dois anos, a obra, a mudança de casa, os desafios que a vida me tem proposto. A montanha que todos nós temos que atravessar. 

É, viver a vida é coisa muito humana e dividi-la com alguém é inacreditávelmente humano. 

A minha felicidade anterior era uma premonição do que aconteceria, um presente, essa sensação maravilhosa de doar.

Mas você tem que encontra-la sozinho, o prazer de doar, ninguém pode te dar. 

Um Post de Domingo ou…

…a vida é uma espiral onde os momentos se encontram em paralelo no tempo. Hoje, meu filho de um ano de idade toma banho na banheira do apartamento antigo que agora é novo, para onde nos mudamos. Há quarenta anos atrás eu tomava banho na banheira da casa dos meus pais. Lembro que passávamos sabonete no encosto da banheira para que escorregasse melhor e estava feita a nossa diversão. Simplicidade plena de alegria.

Tive vários déjà vu no apartamento novo, como se o presente fosse o passado e vice versa, como se aquilo que vivo agora já tivesse sido vivido. O tempo se movimenta em dimensões que desconhecemos.

Ver meus filhos crescerem me faz pensar na minha infância, o futuro já tão próximo vira passado e o presente se engrandece e dá sentido a vida.
A vida dança e se eterniza pelo amor, o ódio escorre pelo ralo e se esvai. Os medíocres, me condoeço deles porque jamais entenderão as sincronicidades, jamais aprenderão com as adversidades da vida. Mas meu coração é grande e eu posso ter compaixão.
A vida é muito mais do que nossa vã consciência pode alcançar.
E o retorno da curva, é certo.

Os Pais que Envolvem Minha Vida

Fala-se de pais, fala-se de homens. Gostamos de dizer que existem pais que são verdadeiras mães, e realmente eles muitas vezes são, chamamos carinhosamente de pães. Dividem as funções de forma igualitaria com as mães ou até mesmo assumem funções que antigamente eram consideradas de responsabilidade feminina. Conhecemos também histórias de pais que não assumiram a paternidade, que fugiram do ato e se acovardaram em justificativas que em nada tem a ver com seus filhos. Quando isso acontece, mães passam a ser heroínas por vontade própria ou por necessidade. O fato é que pai e mãe dividirem os cuidados dos filhos é notoriamente a melhor maneira de educa-los e de torná-los pessoas felizes mas a paternidade dá trabalho, e a responsabilidade caminha junto com o eterno amor retribuido. É a máxima que diz, quem ama será amado.

Minha vida foi envolta por pais amorosos e se houve alguma falha na atitude desses pais foi a vontade de serem perfeitos, o que gera culpa pois não há como cumprir essa missão impossível. Mães e pais são seres falhos mas quando amorosos, justificam todas as falhas. Suas falhas e afetos formam seus filhos no futuro. Ouvi outro dia que tudo o que uma criança quer é carinho. É verdade, mas o limite também estabelece o amor. E esta é uma função que os pais sabem exercer muito bem. O limite e a visão do mundo. Representativamente, aos pais cabe essa função, nos dar a referência do mundo. Missão bastante honrosa em tempos difíceis.

Parabéns a todos os pais que nas suas fragilidades alcançam a “perfeição” de amar seus filhos e em especial um parabéns repleto de gratidão aos pais “maravilha” que envolvem minha vida, meu pai, meu marido e meu irmão.

Old fashion

Descobri que gosto do meu lado fora de moda, ou melhor falando, do meu lado mais antiquado.
Meu marido me disse outro dia: “Você sempre foi tão estilosa, sempre usou roupas que só você poderia escolher e combinar!”, fiquei muito feliz com a injeção de auto estima.
Já fui chamada de hippie de forma pejorativa e já estive na top list das mais bem vestidas. Sempre digo nas entrevistas, quando me perguntam sobre moda, que ela existe para nos dar acesso a um estilo próprio. Ela tem que ser confortável para o dia a dia e ajudar a expressar a sua personalidade. Por isso, amo as peças clássicas!

http://morandosemgrana.com.br/17-pecas-para-montar-um-guarda-roupa-elegante-com-pouco-dinheiro/

E parece ter gente que pensa como eu!

peças clássicas do guarda roupa podem ser combinadas com algo mais contemporâneo ou romântico. Vestem bem as mais magrinhas ou as mais curvilineas.
São democráticas!
E depois, nos dias de hoje, torna-se impossível seguir a última tendência da moda o tempo todo. Acho que seguir a última tendência o tempo todo é de última!
Sem contar que não é nada ecológico e sustentável. Por isso a quantidade de sites e aplicativos de troca e venda de roupas usadas.

https://repassa.com.br/

http://loja.caixavintage.com.br/

E muitos outros!

Ouvi dizer que em Londres é fora de moda comprar roupas novas. É notório, que no mundo de hoje, com o excesso de lixo que produzimos, é bem mais saudável reciclar também as peças do vestuário. Claro que você pode manter o amor às suas marcas favoritas, http://alphorria.com.br/ Até porque o acesso a roupas e objetos de qualidade nos fazem mais felizes do que sair por aí comprando qualquer coisa sem um critério de qualidade. Neste ponto eu gosto de ser exigente.

Deveríamos preferir o clássico e ousar no novo de forma a valorizar a diferença que mora dentro de cada um. Usar a moda para descobrir novas possibilidades e não ficar presa ao que todos usam. Afinal, adequar-se é mais uma questão de personalidade do que de consumo.
Hoje, faço um mix do meu lado mais antiquado com o que vejo de mais novo e ousado. Assim me sinto livre para ser quem sou. Consumo de forma consciente para não afetar o planeta e o meu bolso, principalmente.

http://ego.globo.com/moda/noticia/2016/01/carolina-kasting-abre-guarda-roupa-e-fala-sobre-segunda-gravidez-aos-40.html