About

Eu, CAROLINA KASTING,

nasci em Florianópolis, Santa Catarina, em 1975, aos 14 anos, fui morar em Curitiba para fazer a formação em dança na Escola do Teatro Guaíra. No ano seguinte, fui para São Paulo, trabalhar como modelo na agência Elite Models. Sempre tive forte ligação com o palco, e o trabalho como modelo me interessou pelas sessões de fotografia, que eu amava, desde criança, pois era uma das minhas formas de expressão. Terminando o colégio, ingressei na Escola de Teatro Célia Helena, onde fiz minha segunda formação. Assim que me formei, a Célia me convidou para dar aulas de preparação corporal na escola. Foi meu primeiro emprego contratada. Logo em seguida, fui fazer a Oficina de atores da TV Globo, ainda em São Paulo, o teste que fiz para a oficina, me trouxe o primeiro convite para uma novela na emissora. Paulo Ubiratan me escalou para viver a Valentina em Anjo de Mim. Tive a oportunidade de contracenar com atores veteranos da casa, como Toni Ramos e Mauro Mendonça. No ano seguinte 1997, gravei Hilda Furacão como Bela B. Ainda não fazia parte do elenco fixo da Globo e morava em São Paulo, então recebi um convite do Walter Avancini para protagonizar a novela Brida, oportunidade de trabalhar com um dos maiores diretores da televisão brasileira. 

Me mudei para o Rio de Janeiro em 1999. Nesse mesmo ano, com o fechamento da TV Manchete, fui protagonizar a peça Alice Através do Espelho, direção de Paulo de Moraes, com a Companhia Armazém de Teatro que acabava de se radicar no Rio de Janeiro. Inauguramos a Fundição Progresso e a peça foi o maior sucesso. Nela, conheci Mauricio Grecco, meu companheiro e parceiro de trabalho até hoje. 
Rapidamente fui chamada para Malhação Múltipla Escolha, onde fiz uma participação cômica e o convite de Jaime Monjardim para viver a antagonista Rosana de Terra Nostra não tardou a chegar. Eram os anos 2000 e fui capa da revista Veja junto com outros jovens promissores do século. 
A partir de então minha trajetória na televisão foi repleta de personagens fortes, mocinhas e vilãs, todas com grande carga dramática, como Laura de Mulheres Apaixonadas, Mariana de Coração de Estudante, Judite de Escrito nas Estrelas, Beatriz de Amor Eterno Amor, Jamile de O Astro, Mariquinha de Cabocla, dentre elas algumas personagens cômicas me encheram de alegria, Beatrice na comédia romântica de Malhação 2008 e Zelda de Kubanacan. Em 2003 foi lançado o longa metragem Sonhos Tropicais onde vivo Esther, uma polonesa judia que chega ao Brasil no final do século XIX, fazendo um paralelo entre a história das polacas (escravas brancas) e a Revolta da Vacina, com está personagem, ganhei prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema do Recife.
No teatro, passei a ser realizadora juntamente com Mauricio Grecco, meu sócio na Horizonte Produções Artísticas. Realizamos e atuamos juntos em Van Gogh, o Amarelo Aumenta todos os Dias, no Teatro do Jockey com patrocínio da Eletrobras, Ogroleto de Suzanne Leabaut, e A Conferência dos Pássaros, de Mauricio Grecco, com patrocínio da Oi Futuro. 
Em 2000, fiz a terceira formação, iniciando o caminho da multidisciplinaridade na minha obra. No Ateliê da Imagem, me formei em fotografia analógica e laboratório P&B. A partir daí, paralelamente com a carreira de atriz, fiz formação livre em artes, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, com Iole de Freitas, Fernando Cocchiarale, Anna Bella Geiger e Ricardo Becker. Participei, até 2017 de exposições coletivas em instituições públicas e privadas, quando fiz a primeira individual, Paisagem do Tempo, com curadoria de Cadu Lacerda, na Fábrica Bhering, no Santo Cristo, Rio de Janeiro. 
Em 2018, protagonizei a novela Valor da Vida, de Maria João Costa, na TVI, Portugal. 
Em 2019, em pandemia mundial entro para o coletivo de artistas Casa Voa, onde começo a expandir os meios de produção da minha arte, fazendo performances, pinturas, instalações, objetos, esculturas e aprofundando os trabalhos em fotografia, ao trazer uma relação entre a imagem 2D com o objeto 3D. Nesse período realizo a mostra individual Tecitura, Corpos Litorais em Vitória ES, e duas coletivas, Palavra, na galeria Paralela e Coisas que Vêm do Alto, no espaço Oásis, mostra coletiva em comemoração aos quatro anos da Casa Voa. Em 2021, no Espaço Cultural dos Correios realizo uma mostra individual com trabalhos inéditos feitos durante a pandemia, Quando a Sutileza é mais Forte, curadoria coletiva da Casa Voa, consolidando a pluralidade do meu trabalho em arte. 
Em 2019 e 2020, participo das gravações de Salve-se Quem Puder, de Daniel Ortiz, como Agnes. Novela que foi ao ar no ano seguinte na TV Globo. 
Atualmente, estou implementando projetos em áudio visual, entre eles programas de entrevista com geração de conteúdo em arte e feminismo, e de ficção em cinema e série de TV, juntamente com isto, continuo a produção diária em artes plásticas no ateliê Casa Voa.

2019_05_21 Monologo Liv Carol Kasting-13

LIV – Casa Quintal 2019

DSC00538.jpg

fotografia que pertence a série INSUPORTÁVEL LEVEZA – 2018

EU ME DISPO

Eu me dispo
Eu me dispo da pele fake
De tudo que não me cabe
Da pele que querem superpor em mim
Eu me dispo
Da roupa que me machuca
Do rótulo que não me cura
Eu me dispo para reencontrar a menina
Tornar a ser a mulher dentro de mim
Eu me dispo para curar as dores
E me visto dos sonhos daquelas mulheres que sonharam antes de mim

Rio de Janeiro – 2019

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