Vamos Falar de Casamento

Faltam menos de dois meses para o meu casamento e chegou a hora de dar as dicas tão esperadas.

Depois de dezoito anos casados, vamos casar!

Vamos celebrar as conquistas e os filhos, os amigos e o amor, principalmente o amor.

Também já não sou mais nenhuma noiva em busca de um príncipe encantado, até porque já encontrei o meu ( risos ) e as mulheres contemporâneas não agem mais como princesinhas, são guerreiras e sabem o que querem.

Pensando em tudo isto, estou preparando, com a ajuda da incrível Shirley Yáñez, um casamento que será mais uma celebração do que uma cerimônia. Será um miniwedding, sem padre ou padrão, vamos pensar em tudo que nos faz feliz, a mim e ao noivo, e a festa será assim.

Começando com a lista de convidados. Este foi o item que tive maior dificuldade em fazer porque dá vontade de convidar todo mundo!!!!!

Se você optar por um mini wedding deve fazer uma lista de no máximo cem convidados, pensando que normalmente 30% dos convidados não comparecem a festa. O lugar também é fundamental. Pense em um local acolhedor e que tenha um significado bonito para vocês.

Eu escolhi fazer em casa, porque ela representa uma nova fase da nossa vida e os convidados celebrarão conosco também o novo lar.

A parte ruim de uma lista de casamento seleta é que algumas pessoas podem ficar chateadas de não serem convidadas mas se você falar com jeitinho elas compreenderão. A parte boa é que a festa ficará mais íntima e vocês poderão atender a todos, falar com todos os convidados e se divertir com os amigos em uma linda confraternização. Sabe aquela história de “não consegui ver ninguém no meu casamento?!” No mini wedding isso não acontece.

Segundo item, o vestido. O meu será um Carol Nasser. Escolha um estilista que você admira e que possa fazer um vestido sob medida para você. Estilistas que têm atelier pequeno, normalmente podem dar maior atenção aos seus clientes e fazer algo mais exclusivo.

Eu prefiro vestidos mais delicados, nada de rendas duras e saias armadas. Aquela noiva que em muito se assemelha ao bolo, já saiu de moda e não combina com o conforto que buscamos hoje em dia.

As joias precisam ser pensadas e criadas a partir do vestido, as minhas serão Vanessa Clark.

Não deixe de pensar na roupa da família toda mas todos devem estar se sentindo bem, nada de impor uma cor ou estilo. Cora terá Assessoria de estilo de Karen Brusttolin ( @closeincloset ). Mauricio, Tom e Rafael, serão vestidos por eles mesmos ( risos ).

Um item muito importante é a cerimônia em si, mas não gosto deste nome porque me parece arrastado e cansativo, como aquele casamento que você fica horas em pé, e não se sente próxima dos noivos. Optei por fazer o que chamo de ritual, e nesse aspecto deixar o momento acontecer é muito importante.

Cada um se propôs a fazer o que gosta: escrevi um texto/poesia para ler, não faço a menor ideia do que Mauricio fará para mim ( risos ), Tom entregará a caixinha com as alianças que esconderemos em uma caixa maior, para ficar divertido para um bebê de 1 ano, e Cora está pensando em cantar. Perguntem se eu vou chorar. Já estou combinando com a mega Blaster amiga maquiadora Nat Rosa que fará a minha beauty para que a make seja a prova de lágrimas ( risos ).

Os padrinhos serão dois amigos que amamos muito, Volnei Canonica e Roger Mello, que escreverá um texto sobre nós.

buffet. Acho este item sempre negligenciado nas festas. Comete-se o equívoco de oferecer opções nem um pouco saudáveis, como se comida tivesse que ser pesada para ser saborosa.
Sou da opinião que “saiba o que como, saberás quem sou”. É importantíssimo apresentar aos convidados não só uma comida de qualidade, como também que traduza quem vocês são.

Confesso aqui que esse casamento será um presente, uma homenagem ao meu marido e espero que ele não leia este texto para não estragar a surpresa. Quando fiquei sabendo que poderia fazer uma apresentação de culinária vegetariana no meu casamento, quase chorei. E pasmem, é mais saborosa do que qualquer outra porque valoriza cada ingrediente. Mas o meu conselho é, ofereça aquilo que você gosta, seus convidados vão se sentir em casa. Vinhos e espumantes também não podem faltar nesse ritual!

Teremos um DJ com playlist escolhida por nós todos. Será uma lista eclética pois cada um tem seu estilo.

Ah, e não deixe de registrar esse momento único, em fotos e vídeos, em tudo que for possível. Ele ficará eternizado no coração das pessoas que estiverem presentes mas não custa registrar.

Durante esses dias que faltam, tentarei mantê-los atualizados.

Viva os noivos, todos eles, e que sejam felizes para sempre!

O Outro, Um Ser Desprovido de Direitos 

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Tenho vinte e cinco anos de carreira, quarenta e dois anos de idade, me formei em dança e teatro, aprendi com meus pais que a força e a determinação de correr atrás de um sonho aliadas a ética de não passar por cima de ninguém, era o que me levaria ao sucesso.

Todos que me conhecem sabem que posso ser tudo, menos preconceituosa. Sabem que me preocupo mais com o outro do que comigo mesma e que principalmente, não considero o ódio uma moeda de troca.

Considero, sim, que o amor é a única coisa que poderia salvar o mundo, mas as vezes me parece que para cada abraço vai existir mil palavras ofensivas e que para cada gesto de amor, vai sempre existir trilhões de bofetadas. Raramente penso assim, só quando perco as esperanças no ser humano mas na maior parte dos meus dias eu acredito no amor. Acredito em ser uma pessoa amorosa com todos que me cercam, com o garçom que serve a minha mesa no restaurante, com o motorista que buzina atrás de mim, com meu filho, com o passeador de cães, com o porteiro do meu prédio, com a minha filha, com meu amigo que morro de saudades e nunca consigo encontrar, com meu marido, com meus pais, com a minha ajudante que cuida da minha casa e dos meus filhos e que por isso já virou da família, com o seu filho que já considero meu, e assim vai… eternamente amor.

Não consigo conceber não ser assim, mas me preocupo em ser assim nos meus atos e não apenas no meu discurso, para que eu não cometa a injustiça que considero inaceitável, para que, pelo avesso eu não tenha exatamente o mesmo preconceito que estou acusando no outro. E assim mergulhe num mar de hipocrisia.

Quando eu comecei minha carreira na televisão, não existia internet, muito menos redes sociais e isso não impediu que eu fosse ameaçada de morte porque minha personagem era a antagonista da trama das nove na Globo. Os tempos vão mudando e a forma das pessoas colocarem seu ódio para fora também.

O que me preocupa é que o outro passou a ser uma pessoa desprovida de direitos, ele não tem mais o direito de achar o que acha, mesmo que seja uma opinião baseada em princípios reais, não tem o direito de expressar e de ser quem ele é.

Sempre fui e sempre serei defensora da liberdade de expressão, do direito de ir e vir, da liberdade de sermos quem somos com nossas diferenças. Uma sociedade de pessoas que pensam da mesma forma seria uma sociedade manipulada para tal e portanto, seríamos fantoches.

O ser humano tem que ter o direito ao básico e ao exercício intelectual para existir como indivíduo.

Acredito que, diferente do que a maioria parece acreditar, a internet não é um lugar sem lei, não se pode fazer qualquer coisa na internet, não se pode agredir aos outros. Leis básicas de convivência e respeito com o próximo deveriam ser respeitadas.

Será que esse ódio todo não vem da frustração de não poder estar no lugar do outro?

O fato é que o meu direito termina onde começa o direito do outro.

E respeito é bom e eu gosto.