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O Todo Pequenino

As coisas que vão no meu coração

não podem ser ditas

Pelo seu teor ordinário

Pelo seu imenso senso de inutilidade

Carrego em meu coração a humanidade
Desde a sua genesis ao seu fim
tudo aquilo que não é somente de mim
Sofro, por amor
Aquele do poeta
Aquele mundano que não se presta

As coisas que carregam meu coração
Não precisam ser ditas
São do mais elevado sofrer
São do mais rebaixado querer.

Quando somos o que desejamos
Não somos nada
Somos a humanidade inteira

Somos o caminho precário do todo pequenino.

Um comentário sobre “O Todo Pequenino

  1. O todo pequenino
    desta pupila
    da Divindade apaixonada
    em nós de gentes

    Nas todas pequenuras
    que suspiramos
    apreciar em escutas
    que falam do indizível

    As palavras escavadas
    da carne terrosa
    onde – e aqui sempre –
    somos fome e pão de alma

    Faz da minúscula semente
    o já sumarento fruto
    daquela humanidade terna
    que nos percebemos
    grávidos.

    Curtido por 1 pessoa

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