Um Corpo Caído no Chão 


Vivemos tempos tão sombrios que um simples pano caído no chão se transforma na mente da gente e nos faz lembrar o que não se pode mais evitar. O transbordar da desigualdade, o que exige da caridade a máxima elasticidade. Temos que ser todos elasticos para fugir das balas, das palavras de ordem e desordem. Do amanhã que parece incerto. Não. Não queremos fugir, queremos mudar, queremos olhar no olho daquele que ainda não foi, que ainda não deitou seu corpo no chão e dizer: irmão, quero teu braço, teu abraço, porque também como tu sou filho do Brasil. Um Brasil acorrentado, despedaçado mas que ainda reluz. Reluz o sol de Brasília, reluz o céu do sertão, reluz a praia no chão. Reluz, apesar daqueles que não sei de onde vieram tão cruéis. A crueza, sim, essa crueza, não vai anular a beleza de um povo lindo e feliz, do matiz da nossa voz. Um corpo estendido no chão vale. Vale a lágrima que escorre e silenciosa, alcança o peito para transformar em força a dor. Agora, tantos clamores em uma só voz. Por nós.

Um comentário sobre “Um Corpo Caído no Chão 

  1. Contudo deveríamos estar eufóricos, os últimos 40 anos foram sensacionais, evoluímos em todas as direções,ate o momento “da volta do pêndulo”, (para uns ele só vai, e vai…) este que volta dando um freio de arrumação mas sempre buscando um equilíbrio universal, que eventualmente não chegaremos a ver.

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